Empresários, contadores e profissionais da área financeira participaram, na manhã de terça-feira, 5 de maio, da palestra “Impactos da Reforma Tributária: Expectativas x Realidade”, promovida pela CIC Garibaldi em seu auditório.
O encontro foi conduzido pela contadora Deise Parisotto, que apresentou os principais pontos do novo sistema tributário brasileiro, em vigor desde janeiro de 2026, ainda em fase de transição.
Durante a explanação, a especialista detalhou a substituição gradual de tributos como PIS, Cofins, ICMS e ISS pelos novos modelos — a Contribuição sobre Bens e Serviços (CBS), o Imposto sobre Bens e Serviços (IBS) e o Imposto Seletivo (IS). A estrutura segue o modelo de IVA dual, com competências divididas entre União, Estados e Municípios.
Um dos pontos centrais da apresentação foi o cronograma de transição, que se estende até 2033, período em que os tributos atuais serão progressivamente reduzidos até sua extinção completa. Segundo Deise, o modelo exige atenção redobrada das empresas, especialmente na formação de preços e na gestão do fluxo de caixa.
“Esse será o período crítico da Reforma Tributária. Isso porque teremos que lidar durante esses anos com tudo que a gente tem hoje, que a gente chama carinhosamente de ‘manicômio tributário’ e mais os três novos tributos que estão chegando, além de entender o que faz a substituição deles. Cada um desses anos as empresas terão uma forma de lidar com essa mudança da tributação. Mas eu arrisco a dizer para vocês que, mesmo sendo um período caótico, a gente ainda consegue tirar vantagem dessa transição”, resumiu Deise.
Outro aspecto destacado foi a mudança do local de tributação para o destino da operação, além da ampliação do sistema de créditos, com base na não cumulatividade plena. A palestra também trouxe orientações específicas para empresas optantes pelo Simples Nacional, que, conforme apresentado, poderão manter o regime atual ou optar por um modelo híbrido.