Garibaldi registrou, em 2025, um potencial de consumo de R$ 2,14 bilhões, segundo o IPC Maps, principal estudo nacional especializado em mensurar o poder de compra das famílias brasileiras. O levantamento é baseado em números como os publicados pelo Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística (IBGE), e leva em consideração as despesas como um todo da população, como educação, alimentação, veículo ou medicamentos.
A pesquisa, que avalia o consumo em mais de 5.500 municípios do país, confirmou Garibaldi entre as economias mais expressivas da Serra Gaúcha, apresentando um consumo per capita de R$ 61.142,85, bem acima da média nacional, estimada em torno de R$ 40,4 mil para áreas urbanas e R$ 22,6 mil para áreas rurais.
Outro destaque do relatório é a composição do consumo por classes sociais em Garibaldi. A Classe C responde por 34,4% do consumo local, seguida da classe B com 46% e da classe A com 16,7%. A classe B, portanto, concentra o maior volume financeiro, refletindo um perfil de consumidores com maior poder aquisitivo em comparação com a média nacional, onde a classe B2 é também a maior força de consumo.
Além disso, o município mantém um ambiente empresarial robusto, o que reforça a relevância de Garibaldi no contexto econômico estadual. São mais de 200 empresas do setor varejista associadas à CIC e à CDL, confirmando o comércio local como pilar da economia, especialmente considerando que 2.248 pessoas estão empregadas formalmente no setor comercial.
Publicado anualmente, o IPC Maps calcula o potencial de consumo de acordo com categorias de produtos e serviços, considerando dados oficiais atualizados de população, renda, número de domicílios e estrutura econômica. De acordo com o estudo, as categorias com maior potencial de consumo em Garibaldi em 2025 foram Habitação (R$ 457,4 milhões), outras despesas, como serviços em geral, jogos de azar e apostas, construção, seguros, contribuições previdenciárias, etc. (R$ 367,1 milhões), alimentação (R$ 255,2), veículo próprio (R$ 243,9 milhões), materiais de construção (R$ 71,5 milhões), medicamentos (R$ 67, 6) e planos de saúde (R$ 62,2 milhões).