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Efeitos da guerra: preço diesel dispara em março e já afeta setores produtivos em Garibaldi

A guerra no Oriente Médio, que completou um mês no sábado, 28 de março, tem cobrado um preço alto no setor de combustíveis no Brasil, especialmente no caso do diesel. Levantamento nacional feito pela especializada em meios de pagamento ValeCard mostra que o diesel S-10 teve alta média de 9,26% entre os dias 1º e 26 de março.

Segundo a ValeCard, no caso do diesel a região Sul concentrou as maiores altas, com o preço por litro chegando a ficar até R$ 0,80 mais caro em alguns estados. O Rio Grande do Sul registrou a maior alta percentual nacional, passando de R$ 5,999 para R$ 6,824 — avanço de R$ 0,825 (+13,75%), evidenciando uma pressão relevante sobre os custos de transporte e logística.

Na média nacional, a gasolina passou de R$ 6,462 em fevereiro para R$ 6,706 até 26 de março, alta de R$ 0,244 (+3,78%). O etanol subiu de R$ 4,785 para R$ 4,847 (+1,30%). A gasolina acompanhou esse movimento ao longo da cadeia, mesmo sem repasses imediatos nas refinarias, enquanto o etanol teve uma alta mais moderada, influenciada por fatores sazonais, como a entressafra da cana e diferenças regionais de oferta.

Outros setores que já sentem a influência direta do conflito é de insumos para a agricultura e para a construção civil. Lojas agrícolas de Garibaldi já sentem dificuldade para a aquisição de fertilizantes, trabalhando apenas com o estoque existente.

Empresas que fornecem insumos ao setor de construção civil comunicaram aos seus clientes sobre os aumentos nos preços de materiais produzidos a partir de derivados do petróleo, além de alertar para a possível falta de material. A Câmara Brasileira da Indústria da Construção publicou nota em que anunciou o aumento nos custos de insumos a ser aplicado a partir de abril, influenciado pelas “turbulências globais” que impactam os preços do petróleo. Em alguns produtos o aumento nos preços pode chegar a 35%.

Imagem de freepik

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