Os impactos das transformações tecnológicas e do avanço da inteligência artificial no ambiente corporativo foram analisadas pelo consultor e mentor internacional de negócios, Rogério de Moraes Bohn, durante o Bom Dia Associado CIC na manhã de quarta-feira, 13 de maio. A palestra trouxe discussões sobre liderança humanizada, desenvolvimento de pessoas, comunicação, diversidade, relações interpessoais e aprendizado contínuo.
Falando sobre o desafio da liderança na Era da Humanidade Artificial, Bohn, que recentemente assumiu a vice-presidência da Associação Comercial de Porto Alegre, destacou que as mudanças exigem novas posturas de líderes e organizações. Em uma das reflexões apresentadas, o palestrante ressaltou que tudo muda rapidamente, ao tratar das adaptações econômicas, sociais e comportamentais que influenciam empresas e profissionais.
Para o consultor, pela primeira vez na história, a humanidade tem a possibilidade de aproveitar tudo o que vem acontecendo de uma forma tão rápida para transformar os problemas em soluções e, de alguma forma, acelerar o desenvolvimento, minimizar a pobreza, ampliar a condição de produção. Porém, por outro lado, há a possibilidade de transformar as próximas gerações em escravos de um ambiente que inibe o discernimento de entender aquilo que estão fazendo.
“Lamentavelmente, a gente está vendo pessoas que estão utilizando as ferramentas de inteligência artificial para ganharem produtividade, para se transformarem em profissionais melhores, para fazer com que as suas empresas tenham um ótimo caminho. Mas, de outra parte, a gente está vendo pessoas que passam a ser totalmente dependentes destas ferramentas, onde sequer interpretam aquilo que vem como resposta de uma pergunta feita”.
Para ele, o papel do líder vai além da gestão operacional. “Liderar não é impor: é despertar nos outros a vontade de fazer”, afirmou. Algumas empresas já reúnem quatro gerações em um mesmo cenário. E qual é a fórmula para conciliar tamanha diversidade?
“Um grande número de pessoas, acima de 70, 75, 80 anos, está ali em condições de ensinar, de trabalhar, de organizar, de supervisionar e está lidando com outras três gerações que pensam, que têm uma percepção de mundo muito diferente. Existe uma coisa que se chama curva de aprendizagem. A gente pode pegar a pessoa mais qualificada do mundo e colocar em uma nova equipe. Essa pessoa vai precisar de tempo para assimilar isso. Eu não vou aprender as novas tecnologias ou a cultura da empresa em que eu estou chegando, da noite para o dia”, enfatizou.
O presidente da CIC, Carlos Bianchi, lembrou que Bohn teve uma participação fundamental na criação da CIC Jovem há 25 anos, em 23 de agosto de 2001, quando era presidente da Federação de Associação de Jovens Empresários do Rio Grande do Sul. “Essa iniciativa, ao longo dos anos, contribuiu significativamente para a formação de novas lideranças no município”.
Para complementar, o palestrante reforçou a necessidade de adaptação constante diante das novas tecnologias e mudanças de comportamento, destacando que o desenvolvimento humano continuará sendo um diferencial estratégico em um cenário cada vez mais digital.