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Meios de pagamento tradicionais entram em desuso. Veja como isso impacta no varejo e nos serviços

A transformação digital vem redefinindo a forma como os brasileiros pagam contas, realizam compras e administram suas finanças. Nesse cenário, meios de pagamento tradicionais, como boleto bancário, cheque e crediário,  começam a perder relevância diante do avanço das soluções digitais.

É o que mostra a Pesquisa Meios de Pagamento no Brasil 2026, realizada pela Confederação Nacional de Dirigentes Lojistas (CNDL) e pelo Serviço de Proteção ao Crédito (SPC Brasil. De acordo com o levantamento, 57% dos consumidores relatam dificuldade em utilizar meios de pagamento tradicionais, indicando uma mudança estrutural no comportamento financeiro da população.

Entre os métodos considerados mais difíceis de utilizar, aparecem opções que por décadas fizeram parte do cotidiano do consumidor brasileiro. A pesquisa mostra uma distribuição relativamente equilibrada entre os principais formatos tradicionais:

  • Crediário – 15%
  • Cheque à vista – 15%
  • Cheque pré-datado – 15%
  • Boleto bancário – 14%
  • Transferência bancária tradicional – 14%

Os números indicam que essas modalidades vêm perdendo espaço à medida que os pagamentos digitais se tornam mais simples, rápidos e integrados ao dia a dia do consumidor.

O principal motor dessa transformação é o PIX, que se consolidou como o meio de pagamento mais utilizado no Brasil. Segundo a pesquisa, 80% dos consumidores já utilizam o sistema, que ganhou popularidade pela rapidez e praticidade das transações.

O PIX já domina diferentes contextos de pagamento. Nas lojas físicas, aparece como o meio mais utilizado (41%), enquanto no comércio eletrônico lidera com 55% das transações.

Além disso, a ferramenta também se tornou comum no pagamento de contas do dia a dia, como água, luz, telefone e internet, reforçando a tendência de substituição de métodos tradicionais.

A facilidade das soluções digitais explica parte da perda de relevância dos meios tradicionais. Enquanto ferramentas como o PIX permitem transações instantâneas pelo celular, métodos antigos costumam exigir etapas adicionais, como deslocamento até agências bancárias, prazos de compensação ou preenchimento manual de dados.

Outro fator importante é a integração das soluções digitais com aplicativos bancários e carteiras digitais, que permitem centralizar pagamentos, transferências e gestão financeira em um único ambiente.

Apesar da perda de espaço de algumas modalidades tradicionais, o processo de digitalização ainda é gradual. A própria pesquisa mostra que o consumidor brasileiro mantém comportamentos híbridos: 92% ainda dependem de cartão ou dinheiro em situações de emergência, por exemplo.

Isso mostra que a transição para um sistema totalmente digital ocorre em ritmo acelerado, mas ainda convive com práticas mais antigas.

Impacto no varejo e nos serviços

Para empresas do comércio e serviços, essa mudança no comportamento de pagamento exige adaptação constante. A tendência é que soluções digitais continuem ganhando protagonismo, exigindo que os estabelecimentos ampliem a oferta de métodos modernos, como PIX, QR Code e pagamentos por aproximação.

Ao mesmo tempo, entender a velocidade dessa transformação é essencial para equilibrar inovação e acessibilidade, garantindo que diferentes perfis de consumidores consigam concluir suas compras com facilidade.

Fonte: Varejo SA

Imagem de pressfoto no Freepik

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